sexta-feira, 9 de outubro de 2026

09/10/2026

Dormi um sono sem sonhos. Acordei com a chuva, que parou poucos minutos depois. No caminho do trabalho, uma tempestade caiu. Parei a moto em um posto de gasolina e fiquei ali por meia hora observando a chuva, os carros, as árvores. Foi um momento de paz e, porque não, meditação.

Uma hora, um sentimento forte apareceu. Uma saudade, misturada com certa tristeza parecida com a do luto. Tive vontade de chorar. Pensei no futuro do país e das pessoas ignorantes que contribuem para que o pior aconteça através de seu voto. Mas então tudo foi se acalmando e a paz retornou. 

Agora estou no escritório, com as roupas úmidas. Vou fazer um café, o que me proporciona mais alguns minutos de silêncio e contemplação. Minha vida é feita assim, de momentos de pequenas solidões.

Se quer saber como eu me sinto, leia Kerouac, O Apanhador no Campo de Centeio, O Palácio da Lua (do Paul Auster). Mas principalmente Kerouac. A paixão intensa pela vida, a curiosidade, a capacidade de ver beleza em tudo até me sentir realizado, o amor pelas pessoas com as quais interajo, o por do sol dourado, a solidão, a estrada e uma melancolia que cobre tudo isso como um manto.  

Nenhum comentário: