quarta-feira, 22 de abril de 2026

 A felicidade não grita. Ela não aparece nas atualizações das redes sociais. Não está em sorrisos largos e bebidas à mão em algum lugar paradisíaco ou cosmopolita. Não está em grupos ou atividades efetuadas por estes. Não.

A felicidade sussurra. Ela é como o cobertor preferido de uma criança, como um filhote que se aninha na mãe em um dia frio, como um abrigo seco de uma tempestade. A felicidade conforta. Traz calma e paz. 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

 Tenho vivido uma vida tão pra dentro, tão comigo mesmo... E isso tem me dado um conforto imenso, com não tinha há muitos e muitos anos.

Sinto-me apaixonado pela vida. Pelo ar da manhã, pelo entardecer... o outono sempre faz isso comigo. Tenho feito tudo com amor. Acordo e meus gatos vêm me cumprimentar, então já fico feliz. Depois tomo uma café sem pressa, mastigando com calma e sentindo o friozinho do começo do dia. Rego as plantas, trabalho, faço minha academia, tomo banho, leio leio leio e durmo. Voltei a frequentar cafeterias também. Leio um pouco nelas, enquanto tomo um café ou dois. Sempre em paz, sempre tranquilo e confortável. Não olho para ninguém, não convido ninguém para nada, não frequento mais bares e não bebo mais. A vida está plena agora. Estou feliz.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

 Fim de semana em São Paulo. Comprei livros e discos, comi bem e fui a vários shows. Amo viajar e conhecer lugares, mas detesto o caos das grandes cidades. Pedintes e drogados, engarrafamentos, tudo fica longe, tudo fica caro, tudo cansa. Voltarei só em janeiro. 

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 Ando tão cansado das pessoas... Nem vou a bares mais. Só saio de casa sozinho. Conversar é exaustivo, ainda mais quando a conversa é aleatória e nada enriquecedora. Não tenho bebido, então é mais difícil suportar pessoas falando merda o tempo todo. Gosto de conexões profundas, conversas ricas, olho no olho, com calma e atenção. Nunca encontrei isso em um boteco. Na verdade, sinto falta de alguém assim para conversar. As pessoas ficaram todas estranhas: parecem a mim toda viciadas (em drogas, em celulares, em atenção). Não busco sexo ou amor ou atenção. Só um pouco da velha conexão humana.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Constantly Talking isn’t Necessarily Communicating

 Ando muito cansado de pessoas. Muito mesmo. Estava mais de mês sem sair, a não ser com a minha companheira. Hoje fui a um bar, uma cervejaria. Atendimento bom, música boa. Não bebi. Então, depois de um tempo, foi aquilo: todo mundo falando mais alto do que a música, todo mundo querendo falar e ninguém querendo ouvir. Quase uma competição por atenção e protagonismo. Uns conhecidos querendo puxar assunto, outros fingindo que não me conhecem. Dei o fora.

Estou sem paciência. Não quero conversar com quem não quer ouvir e não quero ouvir quem só quer falar. Eu geralmente consigo socializar bem em qualquer ambiente, mas sem beber fica mais difícil fazer isso. Externamente nada muda. Internamente fico estressado e impaciente.

Eu odeio grupos. Ao sair para qualquer rolê, vou sozinho ou com alguma pessoa só. A 2 é tudo perfeito. A 3, aceitável. Mais do que isso, para mim, tudo se torna dispensável. Gosto de conversas íntimas e profundas e com muita gente isso é impossível. Não encontro conforto em grupos ou aglomerações. Gosto da minha solitude.