... De qualquer coisa assim parecida com paz ou tranquilidade ou conforto. Sem ódio, estresse, pressa ou preocupação. Uma paz danada, inabalável. Moto estragou, gato está doente, mas nem isso me tirou o chão esse semana. Estou ZEN.
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Parei de ir a bares, parei com todos os rolês e só saio de casa para participar do meu Clube do Livro. Minha casa tem todos os streamings, video game e centenas de livros e HQs. Uma cama confortável, meus gatos, comida e bebida sempre à mão. Sair pra quê? Para não dizer que virei um eremita, saio para comer algo às vezes ou tomar um café. Hoje, por exemplo, vou sair do trabalho e comer um pastel de feira. E só e me basta.
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Estou numa fase em que simplesmente parei de tentar entender as pessoas. Porque simplesmente já entendi todo mundo. Afastei-me dos oportunistas, dos colegas de copo e da turma do rolê. Não porque são más pessoas, mas porque não sinto a menor vontade de me enturmar. Afastei-me de quem só pede favores e de quem só reclama também. Fiquei indiferente com quem é indiferente comigo. E afastei-me de pessoas complicadas, que querem me colocar em suas tramas complexas e sem sentido. Não tenho interesse e não sou obrigado. Não quero saber de ninguém assim. Engraçado é que, após isso, quem sobra?
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Estou lendo Moby Dick, finalmente. Quase no fim. A história em si é maravilhosa, mas as partes sobre caça de baleias me enojam. A caça é a prática mais vil do ser humano. Estou ensaiando para voltar a ser vegetariano também. O consumo de produtos de animais não me agrada mais.
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Todo esse rant aleatório tem a ver com o seguinte: ninguém se importa. Ninguém. E quando você notar isso, vai viver uma vida leve pra caralho. Ou pelo menos tentar.
ps.: Claro, o amor existe. Quem se importa também. Mas isso é RARO. Mais raro do que todo mundo pensa. Mas por mais que as pessoas te amem e pensem em você, ninguém vai ficar ligado em você o tempo todo, te checando o tempo todo e reforçando este amor o tempo todo. A gente é, inevitavelmente, sozinho. Claro de novo: sou humano. Sinto falta de carinho, de uma conversa profunda com uma amizade verdadeira, de um toque, de um abraço, daquela pessoa ou outra que simplesmente sumiu. Mas não vou morrer por falta disso. E nem triste vou ficar. Não mais. Não por enquanto. Não agora. Não.
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